quarta-feira, 29 de maio de 2013
O MITO DA CAVERNA
O MITO DA CAVERNA
O mito da caverna passa a mensagem de que o ser humano, em média, possui uma visão distorcida da realidade, de seus preceitos e da forma de percebê-la. Platão reforça com essa metáfora a sua teoria das ideias. Aproveita também para usar o mito da caverna como uma alegoria para a contar qual a missão dos filósofos, de mostrar a verdade para as pessoas. Comumente Platão recorre à criação de alegorias, e observando bem os elementos alegóricos do mito da caverna: A caverna seria o nosso mundo, aparente e sensível, e os prisioneiros seriam as pessoas que vivem nele. A saída do prisioneiro caverna afora e o contato com o mundo externo seria a ação iluminadora da filosofia, e o mundo fora da caverna seria o mundo inteligível das ideias, aonde se encontra a verdadeira forma das coisas e o Bem, o que conduz o homem ao conhecimento (no mito representado pelo Sol) e seria o agente que age sobre as verdades (o demiurgo). A atitude de voltar para a caverna e contar sobre o mundo fora dela seria análogo ao dever do filósofo.
Os fragmentos abaixo é retirado da "República", do trecho da conversa de Sócrates e Glauco aonde o filósofo Sócrates usa a analogia da caverna:
”Sócrates: Depois disso, falei, figure a nossa natureza com relação à experiência da educação e da ausência da educação. Pois, vê homens no subterrâneo, numa habitação em forma de caverna que abre para a luz, tendo uma grande saída. Nela, esses homens desde meninos têm as pernas e a cabeça acorrentadas de tal modo que ficam apenas a olhar para frente, incapazes de virar por causa da corrente. A luz de um fogo do alto e de longe e por trás deles os ilumina. Entre o fogo e os acorrentados há um caminho ascendente; ao longo qual, veja você, um pequeno muro construído tal como um tapume é colocado diante dos homens, sobre o qual fazem ver maravilhas.
Glauco: Vejo.
Sócrates: Veja agora, ao longo de todo esse pequeno muro, homens trazendo todo tipo de objetos por cima do pequeno muro – estátuas de homens e de animais, de pedra e de madeira e de todo tipo de lavor. Conforme a imagem, dentre os que são carregados ao longo do muro, há os que se pronunciam e os silenciosos.
Glauco: Impossível! Descreves uma imagem de homens acorrentados que não existem.
[...]Sócrates: E se a prisão tivesse eco na parede em frente a eles? Quando alguém dos passantes se pronunciasse, achas que eles tomariam de outra forma, senão, de que os que se pronunciavam eram as sombras que passavam?
Glauco: Por Zeus que sim!
Sócrates: De qualquer modo, aqueles somente tomariam como verdade as sombras dos objetos.
Glauco: Bem possível.
Sócrates: Investiga, pois, a soltura das correntes e como seria a cura da ignorância se entrassem em acordo consigo mesmo por natureza. Quando alguém soltasse um deles e o forçasse subitamente a se levantar e a virar o pescoço e a andar e olhar a luz. Fazendo isso tudo, sentiria dor, e por causa do brilho intenso da luz, seria incapaz de olhar fixamente para aquilo que antes via como sombras. Que acha que ele diria se alguém que falasse que antes via bobagens, mas agora estava muito próximo do real e virado para o mais real via mais corretamente e o forçasse com perguntas para ele responder acerca do que é cada coisa mostrada se passava? Não achas que ele ficaria sem saída e tomaria o que antes via como mais verdadeiro do que as coisas mostradas agora?
[...]Sócrates: Finalmente, acredito, poderia ver e contemplar o Sol, não seus simulacros na superfície da água, nem em outra parte, mas ele mesmo por si só conforme é, em seu lugar próprio.”
Com isso, é mostrado que o homem comum é como o prisioneiro acorrentado na caverna, ingênuo de que sua visão do mundo é real, limitada ao senso comum, e isso faria com que estes, em condição de ignorância, tivessem dificuldade em entender ou aceitar o que o sábio o tivesse para lhes dizer, pois o sábio é alguém que nem sempre será compreendido pela maioria ignorante.
___________________________________________________________________________
Referências bibliográficas:
Mito da caverna na Wikipédia
Brasil Escola
Sua Pesquisa
"Fundamentos da Filosofia:Manual do Professor" - Gilberto Cotrim e Mirna Fernandes, Editora Saraiva
"Antologia Ilustrada de Filosofia: Das origens à idade moderna" - Ubaldo Nicola, Globo Editora
"O Livro da Filosofia" - Douglas Burnham e Will Burnham, Globo Editora
"Filosofia e Ensino Médio: Uma proposta livro do aluno" - Mario Sergio Cortella, Editora Vozes
"A República" - Platão
Leia mais: http://professorandreafilosofia-blog1.webnode.com/
TRABALHOS PARA O 2º E E F
Valor 5 pontos
Data: / /2013
Individual
Pesquisar sobre os ataques ao WTC no dia 11 de setembro de 2001. A pesquisa deve prosseguir até a guerra no Afeganistão e a Guerra do Iraque, Chegando até o julgamento de Sadam Hussein. Concentrando-se nos itens propostos na pagina 11 da apostila.
Individual
Data: / /2013
Valor 5 pontos
Faça uma pesquisa procurando exemplos na literatura de ficção de relatos de animais que se transformaram em seres humanos e vice-versa. Depois, comparem um dessas histórias com a caso real das irmãs-lobo.É preciso aprender a ser humano?
Data: / /2013
Individual
Pesquisar sobre os ataques ao WTC no dia 11 de setembro de 2001. A pesquisa deve prosseguir até a guerra no Afeganistão e a Guerra do Iraque, Chegando até o julgamento de Sadam Hussein. Concentrando-se nos itens propostos na pagina 11 da apostila.
Individual
Data: / /2013
Valor 5 pontos
Faça uma pesquisa procurando exemplos na literatura de ficção de relatos de animais que se transformaram em seres humanos e vice-versa. Depois, comparem um dessas histórias com a caso real das irmãs-lobo.É preciso aprender a ser humano?
Assinar:
Postagens (Atom)